Depois desse longo recesso que mais me pareceu um imenso branco mental agora me pego tornando aos cadernos para rabiscar versos que saltam espontaneamente entre um termo científico e outro durante as aulas na nova faculdade.
Sim, a nova rotina é familiar, mas muito diferente. Depois de formada em comunicação a pergunta que não calou dentro de mim "E agora? O que faço com esse diploma?!" deu lugar a novas incertezas quando topei a empreitada de recomeçar nessa carreira de estudante. Então, Gêiza Maria ataca novamente de universitária, só que agora a faculdade é em ciências biológicas, ou melhor, saúde... Pra ser mais específica ainda, Medicina Veterinária, o que não minimiza em nada, muito pelo contrario, o fato de ser medicina.
Claro que todos os dias eu me pergunto se surtei, e também tenho amigos sensatos que me confirmam esta minha desconfiança. Contudo, por outro lado, tenho uma torcida firme e forte me encorajando a concluir essa empreitada
O fato é que eu tenho vivido dias de conflitos existenciais como os que eu não experimentava desde os meus 19 anos (que falando assim, me parecem tão remotos).
Vivo sacolejando na corda da ética profissional tentando conformar meus valores e ideologias no modelo das práticas de ensino deste curso. E confesso: não tem sido fácil.
Acho que a partir daqui este blog passa a ser um diário de bordo sobre "Como ser um médico veterinário amigo dos animais", considerando todos os entraves desta saga.
Algumas coisas parecerão estranhamente paradoxais.
Cordas e pulos
1 dia atrás

